sexta-feira, 24 de abril de 2009

Então eu estou aqui¹

Então eu estou aqui, fazendo Jornalismo, cheio de expectativas e medos do futuro. Longe de casa, com saudades dela, da minha casa. Com amigos, em uma casa que construímos com poucas desavenças e muitas gargalhadas.
Bate sempre uma sensação de futuro que me enche de ar, me sufoca, é bom, é estranho e dá vontade de chorar. Não sei onde vou chegar, tenho medo e espero com vontade.
Cair na real dói. Ainda estou em queda, acreditando que nunca chegarei a esse chão que muitos parecem ter chegado, mas que duvido se realmente estão lá. Nem sei ao certo o que será de mim, de nós, de todos nós. Viver é estranho. Tenho vontade de morrer, mas tenho vontade de ser eterno, carne imortal. Tantas coisas boas a fazer, ouvir, ver, sentir, falar, fazer conhecer, conhecer, se chocar, assustar e entusiasmar.
Agora faltam palavras. Mas sei que no momento, além de ir dormir, preciso me desprender de correntes das quais não me deixo libertar. Trabalhar sem me cegar, pensar e produzir simultaneamente, e fazer devagar o futuro que hoje penso ser o meu melhor pra viver.
As pessoas que amo me parecem eternas, pensar em perdê-las é doentio. O mundo me parece tão fantástico que sinto que posso degluti-lo em um só gole, mas me faltam as forças e fico atônito com tudo o que é a vida. Nem sei se existimos. Quando me ocupar o suficiente para não mais ter tempo de deixar coisas assim me surgirem à cabeça, não sei se acharei bom ou ruim, parece que perco tempo movendo os braços. Cair na real dói
Amanhã o almoço é meu. Carne vermelha.
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¹Texto escrito em uma sexta-feira, 17 de agosto de 2007, às 02:54:00.
Faz um bom tempo!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

?

Eu faço a matéria sobre o Teatro Inabado e tento ver com o professor se ele põe a matéria na revista?
Eu tento finalizar a matéria sobre animais domésticos abandonados com a Suindara e tento ver com o professor também se ele põe a matéria na revista?
Eu corto o cabelo assim ou assado?
Eu compro um tênis ou uma calça?
Eu saio do emprego e procuro um estágio na minha área?
Eu faço o ensaio fotográfico com a Suindara?
Eu caso ou compro uma bicicleta?
Se comprar a bicicleta, compro azul ou amarela?

Estou em dúvida mesmo.

Batendo um AVON

É uma pena que a AVON, empresa de cosméticos, não esteja me pagando nada por citá-la em meu querido blog, mas tudo bem, tudo pelo bom humor.

Mas nao é disso que trataremos na aula de hoje, mas sim da fórmula E=mc²!
Ops, também não é disso que vamos falar hoje. E isso aqui inclusive não é uma aula.

Tá, chega. Desculpe por mentir tanto em tão poucas linhas, fazendo você perder seu tempo e ficar irritada(o) comigo.

O que eu quero mesmo escrever hoje é a respeito daquele meu amigo, do post "Amigo é amigo, filho da puta é filho da puta", lembra? Não? Ah, lembra sim...
Então, hoje nós conversamos. Finalmente.
Já não aguentava mais essa situação. Nem eu, nem ele.
Após muito mal-estar e reflexão, batemos um "AVON: a gente conversa, a gente se entende".
No começo da conversa, pairou a falta de habilidade que acomete os humanos, quando estão de frente com algo contragedor.
Fomos falando, cada um a sua vez, cada um a sua forma, cada um com seu ponto de vista da história.
Falamos tudo o que queríamos, concordamos, discordamos, explicamos, justificamos e pronto:
estamos resolvidos. Tá tuuudo bem outra vez.
Sorrimos, brincamos, fizemos piadas, falamos da vida, como de costume.
Estava com saudade.

Era isso o que eu queria mesmo.
Até a próxima.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Vi e gostei...

...mostro pra vocês.

Desenho da Igreja Nossa Senhora de Fátima. Templo cristão em estilo gótico.

Não sei onde fica, no site não fala nem quando foi construída. Perdão.

Ó que bunitinho:

Amigo é amigo, filha da puta...

Amigo é amigo, filho da puta é filho da puta.

Sim, eu sei. Se somos amigos de alguém, devemos estar com ele, ou ela, para tudo, para o bom e o ruim, para o doce e o amargo da vida, para o ódio e o amor, para a paz e para a luta, para a roda de bar ou o filminho chato, para a cerveja gelada ou o leite quente.
Problema a gente resolve no melhor estilo 'AVON: a gente conversa, a gente se entende'.

Se o amor é verdadeiro, se o sentimento é forte, se sentimos que aquela pessoa vale a pena em nossa vida, as diferenças, os arranhões, os desamores e as mágoas ficam menores, mais fáceis de tratar. O diálogo sincero, transparente e respeitoso desata qualquer nó.

É assim que vejo a verdadeira amizade. É assim que tento, ao máximo possível, me relacionar com aqueles que acredito serem meus amigos mais íntimos. Aquelas e aqueles que me causam tanta alegria em amá-los que só de remontar suas imagens em minha mente logo me encho de esperanças com esse mundo calorento e injusto.

Mas nem sempre as coisas são assim tão belas. Teoria é teoria, prática é uma porcaria.

Temos, alguns amigos meus e eu, um grande amigo em comum. O cara faz parte da família de amigos, é brother. Amamos, admiramos, respeitamos, queremos e torcemos pelo seu bem. Gostamos da sua presença.

Acontece que ele parece esquecer de nós quando arruma um amor.
Tá, aí você pode pensar "mas gente, ele tem direito de arrumar alguém, não vai ficar grudado nos amigos até a morte, todos nós precisamos amar, transar, namorar, casar, formar uma família, seja razoável!"

Eu disse o contrário? Não, não mesmo. Eu sei disso tudo, eu também quero/penso/faço isso.
Mas, daí, esquecer os amigos, se ausentar assim a deixar um vão, um burado? Deixar até saudade de ver o cara, bater um papo, rir junto, trocar aquela idéia costumeira?
Isso soa como desapego, falta de afeto, abandono, pra ser mais trágico e fatalista.

Uma vez, a gente conversa, resolve, duas, três, cinco, dez. Tudo bem. Mas TODAS as vezes? Ah neeem, que bosta viu! Dá vontade de mandar ir plantar batata, pra não dizer coisa pior.

Vamos ver.
Snif, magoei.
E viva os amigos, todos, menos ele. Por enquanto.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Todo jejum tem seu fim

Falta de grana, falta de tempo, muita coisa pra fazer.
Duas semanas se passaram sem que eu pudesse beber sequer um gole de cerveja.

Mas no fim de semana fiz umas das coisas que mais gosto: beber cerveja acompanhado de meus amigos, batendo um bom e looongo papo.
Na sexta com o Gabriel e a Nathalya, que estava de vestido, unhas, pingente e guarda-chuva vermelhos.
No sábado com a Taciara, Marília, João Neto, Lucas, Dana e 'Denubes - a rainha da vingança', que cortou o cabelo e ficou um pitelzinho.
No fundo, acho que me contento com pouco. Desde que haja grana pra cerveja.